Fragments of Humanity
Totems, Idols, and Urban Relics
10 de agosto – 3 de setembro de 2025 | Vernissage: 10 de agosto às 19:00h
Finissage: 3 de setembro às 19:00h
Fragments of Humanity reúne sete artistas internacionais visionários numa exploração profunda sobre o que significa ser humano. Através de diversos meios e perspetivas, estes artistas mergulham nas inúmeras facetas da nossa existência – desde ecos ancestrais a evoluções futuras, da libertação pessoal a críticas sociais.
Bel Mur (Espanha)
Defende a emancipação das mulheres, usando o seu próprio corpo e experiência como uma presença totémica através da qual confronta e desmantela estruturas sociais opressivas. No espírito de Fragments of Humanity, o seu trabalho torna-se simultaneamente relíquia pessoal e apelo coletivo — nascido dos destroços de uma vida outrora ditada pela servidão, pelo silêncio e pela desconexão. A partir deste lugar de rutura, ela reconstrói a identidade através da pintura e da escultura, forjando novos símbolos de força, empatia e resistência. As suas mulheres — repetidas, cruas e resolutas — corporizam uma reivindicação desafiante da identidade para além de papéis impostos e normas estéticas.
TROY (Bélgica)
Uma entidade transumana e provocador visual, cria obras audazes e satíricas que fundem a cultura pop, a arte digital, a escultura e o comentário político numa colisão carregada de rebelião e espetáculo. A sua arte desmantela os ídolos modernos do consumismo, da autoridade e da obsessão tecnológica, expondo o caos e a contradição sob a superfície da vida contemporânea. Posicionadas dentro de Fragments of Humanity, as criações de TROY funcionam tanto como relíquia como rutura — símbolos de uma cultura em fluxo e crítica tornada tangível. Através da estética glitch, do excesso de néon e de um simbolismo mordaz, o seu trabalho desafia a perceção, exige reação e deixa um sentido persistente de perturbação que reflete as realidades fragmentadas que habitamos.
Henrique Netto (Brasil)
Convida-nos a transcender convenções, oferecendo uma crítica profunda à fusão entre o humano e a máquina na era digital. Dentro do seu mundo imaginado de "electroctopus", as fronteiras entre a biologia e os circuitos esbatem-se, revelando um futuro no qual a humanidade é transmutada pelos próprios sistemas sintéticos que cria. Através desta lente, o seu trabalho reflete a condição evolutiva do eu — fragmentado, aumentado e redefinido pela tecnologia. Posicionada dentro de Fragments of Humanity, a visão de Netto torna-se uma relíquia especulativa do amanhã: um vislumbre do que poderemos tornar-nos quando a emoção, a identidade e a carne forem remodeladas pelos mundos artificiais que construímos.
Eduardo Rangel (Venezuela)
Funde o artesanato tradicional com a abstração contemporânea, transformando madeira natural em formas fluidas e emotivas que evocam tanto a figura humana como o mundo orgânico. Mistura instinto e precisão para criar peças que falam tanto de paisagens interiores como físicas. As suas obras servem como relíquias táteis — ligando a natureza, a memória e a identidade — onde a matéria-prima encontra o gesto refinado. Posicionadas dentro de Fragments of Humanity, as esculturas de Rangel refletem uma busca profunda pelo equilíbrio entre estrutura e sensibilidade, tradição e inovação, permanência e transformação.
James Peter Henry (Austrália)
Cria um trabalho enraizado numa profunda ligação espiritual à terra, à memória e ao legado humano. Influenciado pelas primeiras experiências com pinturas rupestres aborígenes nos Grampians — narrativas visuais ancestrais gravadas na pedra — recorre a esta linguagem ancestral para explorar temas universais de moralidade, crença e identidade. A sua arte confronta os "pecados da humanidade" duradouros através de composições simbólicas e audazes que refletem tanto a introspeção pessoal como a luta humana partilhada. Unindo o primal e o contemporâneo, o seu trabalho funciona como uma relíquia moderna — carregada de emoção, estratificada de significado e moldada pela necessidade intemporal de procurar, questionar e transcender.
Karen Jordan (América)
Explora as formas fragmentadas como construímos a realidade, usando a fotografia para examinar como as pistas visuais — abstraídas, estratificadas ou efémeras — moldam a nossa perceção do mundo que nos rodeia. Trabalhando inteiramente na câmara, com impressão em fotograma completo, sem cortes, as suas imagens esbatem a linha entre a documentação e a abstração, evocando cenas que parecem simultaneamente familiares e desconhecidas. No contexto de Fragments of Humanity, o trabalho de Jordan atua como uma relíquia percetiva — silencioso, meditativo e inquietante na sua ambiguidade. As suas fotografias captam a tensão entre o que é visto e o que é compreendido, convidando os espectadores a considerar as complexidades da própria observação e as correntes emocionais subjacentes que existem dentro de momentos de imobilidade, distorção e transformação.
REMAUT. (Bélgica)
Pinturas de técnica mista em camadas evocam uma sensação de relíquias desgastadas pelo tempo — fragmentos de memória urbana e cultural marcados por riscos, fendas e graffiti desbotado. Rejeitando as restrições tradicionais, Remaut adota um processo profundamente pessoal e intuitivo de construção e reformulação de superfícies que captam o fluxo da emoção, do ambiente e da reflexão inconsciente. As suas obras tornam-se totens texturizados da impermanência da vida moderna, corporizando o tema da exposição ao encarnar os vestígios residuais da humanidade gravados na forma material — crus, resilientes e em contínua evolução. Através disto, Remaut liga-nos tanto às marcas físicas como às efémeras que deixamos para trás, esbatendo a linha entre a história, a memória e a experiência contemporânea.










