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Fragment of Humanity: Totems, Idols, and Urban Relics
Autor
Luc Levez
Artista em Destaque
Henrique Netto
Publicado
08/2025
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Fragments of Humanity
Totems, Idols, and Urban Relics
10 de agosto – 3 de setembro de 2025 | Xochi Art Gallery

A Xochi Art Gallery apresenta Fragments of Humanity, uma exposição coletiva que reúne sete artistas internacionais numa exploração fascinante do que define a condição humana hoje. Movendo-se entre a pintura, a escultura, a fotografia e os meios digitais, a exposição mergulha nas complexidades estratificadas da identidade, do poder, da memória e da transformação. Em vez de oferecer uma narrativa única, Fragments of Humanity desdobra-se como uma constelação de vozes — um diálogo entre totens, ídolos e relíquias urbanas que ecoam tanto as nossas origens como os nossos futuros incertos.
No centro da exposição reside um desejo partilhado de questionar e reconstruir. Os artistas confrontam sistemas opressivos, ressuscitam símbolos esquecidos e remodelam matérias-primas em formas que são, ao mesmo tempo, antigas e futuristas. Com cada obra, a forma humana torna-se fragmentada — não diminuída, mas reimaginada através de novos gestos, tecnologias e rituais.
Apresentando os Artistas
Bel Mur (Espanha)
Bel Mur defende a emancipação das mulheres usando o seu próprio corpo como uma força totémica para confrontar a opressão sistémica. Através da pintura e da escultura, ela reconstrói a identidade a partir dos fragmentos do silêncio e da servidão do passado. As suas figuras femininas repetidas são cruas e resolutas — símbolos de desafio e de uma identidade reconstruída que transformam a experiência pessoal num apelo coletivo à empatia e à resistência.

TROY (Bélgica)
Um provocador visual trans-humano, TROY funde a pop art, a cultura digital, a escultura e a sátira política em objetos carregados que desmantelam os ídolos do consumismo e do vício tecnológico. A sua estética com néon e a sua imagética semelhante a falhas técnicas expõem as fissuras no nosso mundo hiper-mediado, criando relíquias contemporâneas que provocam, perturbam e refletem a nossa paisagem tecnocultural fragmentada.

Henrique Netto (Brasil)
Netto oferece uma visão especulativa de um futuro onde as fronteiras entre a biologia e os circuitos se dissolveram. O seu reino imaginado electroctopus torna-se uma metáfora para uma humanidade redefinida pelas máquinas — fragmentada, aumentada e sintética. Posicionada no contexto desta exposição, a sua obra funciona como uma relíquia futurista, simultaneamente sedutora e inquietante.

Eduardo Rangel (Venezuela)
Rangel funde o artesanato tradicional com a abstração contemporânea ao esculpir madeira natural em formas fluidas e emotivas. Equilibrando precisão e instinto, as suas esculturas atuam como relíquias táteis que ligam a natureza, a memória e a identidade. Lembram-nos que a história humana não é escrita apenas em narrativas progressivas, mas em ciclos de transformação e retorno.

James Peter Henry (Austrália)
Inspirando-se em referências ancestrais e nos primeiros encontros com a arte rupestre aborígene, Henry constrói composições simbólicas arrojadas que confrontam temas universais de crença, moralidade e legado. A sua obra é uma relíquia espiritual — estratificada com significado e emoção — ancorada numa ligação profunda à terra e à memória coletiva.

Karen Jordan (Estados Unidos)
Jordan disseca a forma como percecionamos a realidade através de abstrações fotográficas capturadas inteiramente na câmara. Trabalhando sem cortes ou manipulação digital, ela esbate a linha entre a documentação e a perceção. As suas imagens são relíquias silenciosas e ambíguas da visão — meditações sobre a tensão entre o que vemos e o que compreendemos.

REMAUT. (Bélgica)
As pinturas de técnica mista estratificadas de Roger Remaut evocam superfícies urbanas envelhecidas — riscadas, rachadas e gravadas com vestígios desbotados de graffiti. Através de um processo instintivo de construção e apagamento, ele cria totens texturizados que incorporam os resíduos da vida contemporânea. Eles permanecem como marcadores crus e resilientes da memória coletiva e da identidade em evolução.

Nota do Curador
“Esta exposição não procura uma definição singular do que significa ser humano, mas oferece antes um campo de reflexão — onde a matéria, a forma e o conceito se cruzam para articular as tensões e possibilidades da vida contemporânea. Em vez de oferecer respostas, estas obras inclinam-se para a ambiguidade. Questionam que vestígios deixamos para trás, que estruturas transportamos connosco e que novas formas poderão emergir dos fragmentos da humanidade.” — Luc Levez, Xochi Art Gallery
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